Simplicidade

Fonte: Google.

Jovens enamorados, na ânsia de declarar
ditoso amor, inebriavam a escolha lexical:
“Hei de amar-te, musa, ninfa de meus sonhos”
Amor cavaleiresco requer preciosismo, sublimação.
O amante platônico, aristotélico permanece
no etéreo, no vir a ser.
A musa, a ninfa, inacessível, chorava copiosa
o amor vassalo. Onírica, carregava consigo
a canção do alaúde.

No cenário moderno, prático e diverso
mudam-se os jovens, a língua, a musa;
o amor: platônico, aristotélico.
O jovem, descolado, desconhece os tempos,
os verbos… Desconhece o amor, a diversidade.
Prático, quer o tato, o ato, a musa,
reduzida à mina, ao ter, ao descarte.
Amor? Sinônimo cavalheiresco do ato,
do tato, do ter.

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