Efemérides*

A mosca que vos fala – não é a mesma mosca a qual costuma cair nas sopas (conforme certa música de Raul Seixas), ou fica de zunzunzum nas casas alheias  – eu, na verdade, sou uma das que gosta de observar, de vagar por aí. Aprecio muito o mundo da observância e o de narrar fatos que... Continuar Lendo →

Memória

Há um ano, houve uma medida, uma análise acerca da trajetória minha. Onde estive? Talvez, uma inexatidão; talvez acuada e encolhida na caverna de meu entendimento. Há um ano, medo minha vida pela métrica e padrão alheios. Forjei uma balança imaginária para visualizar para que lado penderia. Pintei meus sonhos intáteis. Sorvi meus desejos com... Continuar Lendo →

Nos tempos da bonança

Emanuel era um brasileiro que muitos desconheciam a origem, dos poucos, ou único, dos chamados de bem. Uns diziam que era judeu, outros, um boa praça, uns tais ainda, afirmavam-no ser do Oriente Médio, ou do litoral, pois tinha uma pele bronzeada como os do deserto ou os que residem mesmo no litoral. Carregava consigo um... Continuar Lendo →

Puerícia

Submergida em pensamentos, deleitava-se no gozo das rememorações... Penetrava-lhe com tal languidez, a ponto de abduzi-la às sensações voluptuosas. Cultivava no recôndito: a esperança. Porquanto a torrente de paixão ainda não captara suas entranhas a ponto de cativá-la. Submergida, sim, porventura o cenário das sensações era inóspito de dogmas e de cadeias nas quais poderiam... Continuar Lendo →

Era ninguém

“Então também percebi que, num país, uma coisa é o governo, outra coisa é o povo” (Ondjaki). Xuxa, na verdade, era uma passante acolhida pelas ruas da vila dos Tupinambás (o nome nos sugere a ideia de ser uma vila habitada por selvícolas, ou pelo menos, descendentes, contudo, foi-lhe atribuído por um de seus fundadores... Continuar Lendo →

Equilíbrio

“Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor”. Clarice Lispector A folha em branco tornou-se minha melhor palavra. Palavra com a qual expresso a profundidade de meu ser. Eis o excerto deposto, e inacabado, sobre o papel. Sofria, sim, da desventura da ausência da palavra... Continuar Lendo →

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